quarta-feira, 8 de abril de 2009

Ponte Sobre o Alqueva


Nasci no Alentejo, cresci no Alentejo e espero morrer nos Alentejo. Para mim não existe melhor terra neste pais do que o meu Alentejo. Os seus cheiros, as suas gentes, as suas paisagens e as suas histórias, noites quentes de verão que poderiam inspirar Shakespeare, mil e um motivos para me inspirarem a fotografar.
É uma terra de contrastes, uma terra onde os meus avós trabalharam de sol a sol, onde acima de tudo, uma terra onde os meus sonhos se realizam.
Desde muito cedo que parti em descoberta do Alentejo, por vários motivos, um porque fui criado numa quinta perto da cidade de Évora, onde existia uma horta, um palheiro, um lagar, uma vacaria, e toda a espécie de animais domésticos, descobri paisagens linda perto de onde morava. Outro motivo porque sendo filho de um fotografo o meu pai levava me a mim e aos meus irmão por este Alentejo fora para ele fotografar. Lembro me de ele nos levar a Monsaraz, e no alto do seu castelo, olhar mos em redor e vermos apenas paisagem, uma planice imensa com Espanha lá bem ao fundo. Foi então que uns bons anos depois, voltei a Monsaraz, depois de finalmente se ter concluído as obras da barragem do Alqueva, volto a subir ao castelo e vejo onde outrora existia planice agora existe água, água e mais água.
Nunca pensei ver o Alentejo assim "inundado" mas confere apenas mais beleza a esta minha terra.

terça-feira, 7 de abril de 2009

Vigilia Pascal


A minha namorada convenceu me a ir com ela a uma Vigília Pascal, eu nunca tinha assistido a nenhuma mas de bom grado e com a maquina em punho, acompanhei a naquela noite. Não sou muito de rituais católicos, a minha educação religiosa pode ser caracterizar pelo que tenho aprendido sobre a religião nos diversos casamentos que tenho fotografado, por isso aquela noite foi mais uma noite de aprendizagem católica.
Rituais atrás de rituais, rezas e leituras bíblicas, até que, a dado momento, olhando para o lado reparei nas velas que a minha namorada tinha nas mãos, achei a composição excelente e apenas num click, apenas com um disparo do obturador, tirei a fotografia que aqui hoje vos mostro.
Ao ver e rever esta fotografia, lembro me daquela noite, dos momentos que vivi pela primeira vez junto com a minha namorada, ao ver a fotografia lembro me do sorriso dela quando lhe a mostrei, e isso foi o meu momento alto da noite, o seu sorriso depois da fotografia...

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Uma banda muito especial...


Agosto, a noite estava quente e abafada, mais uma noite perfeita para sonhar, uma noite perfeita para suspirar de amor, para tentar encontrar o amor. eu vou vos confessar uma coisa, eu sou uma pessoa sonhadora, daquele género de pessoas que pensa que os sonhos são realmente os fios condutores da vida, e que só se vive se se sonhar por isso eu sonho, com toda a força do meu ser.
Mas voltando á noite em que tirei esta fotografia, sai de casa em direcção ao café da cidade, na minha mala chamada pensamento levava talvez mais um desgosto de amor, digo talvez porque talvez fosse amor, ou talvez não fosse o que tinha sentido. ia um pouco triste confesso e com pouca disposição para ir para o café da cidade, mas nesse dia um dos meus melhores amigos ia lá tocar por isso eu não poderia faltar, era necessaria a minha presença e a reportagem fotográfica do momento evidentemente. entrei dirigi me para perto do pessoal, a cerveja começou a ser presença habitual na nossa mesa, conversa para aqui conversa para ali, sorrisos e gargalhadas, beijos e abraços, uma noite para recordar com os amigos, e claro umas flashadas no pessoal, para imortalizar o momento.
começa o concerto, as pessoas que se encontravam no bar começam a dirigir a sua atenção para os músicos, as notas soltam se dos instrumentos, a voz do meu amigo começa a entoar pelos quatro cantos do bar, e eu sedento de boas fotos posiciono me e começo a "bater chapa" (expressão utilizada pelos fotógrafos mais velhos). o barulho do diafragma entrava em sintonia com as notas da banda, deixei fluir o pensamento pelos dedos que faziam o diafragma funcionar e daí saíram belas fotografias. algumas musicas depois, e algumas cervejas depois também, depois de alguns aplausos, eu enfio me a um canto, para tirar a fotografia que aqui hoje publico, afasto me de todos e começo a olhar para a assistência e penso, porque batem somente palmas ao meu amigo e aos seus colegas, eu também mereço palmas, talvez mais que eles, porque? porque eles limitavam se a tocar temas de outras bandas, e eu não, eu estava a criar arte, a fotografar o que ninguém mais fotografava, era eu o original, era eu quem merecia as palmas, era eu apenas eu...

Com isto não quero que me julguem convencido, quero apenas mostrar que eu também faço arte e que esta arte pode ser aplaudida...

Aplaudam a fotografia, aplaudam na, sintam na, vale a pena...